segunda-feira, 8 de abril de 2013
domingo, 7 de abril de 2013
Resgatando histórias
A história é uma necessidade natural e eterna de cada ser humano, por isso estamos deixando uma herança para a comunidade apontando fatos importantes do entorno da Escola Municipal de Ensino Fundamental Coroinha Daronchi, localizada na Rua Gustavo Haas, nº 30, no Bairro Pró Morar, em Três Passos.
. A escola recebeu esse nome em homenagem ao Coroinha Daronchi que acompanhava o Padre Manuel Gomes Gonzales, quando na volta da missa na região de Alto Uruguai, ambos foram brutalmente assassinados no local denominado Feijão Miúdo, hoje Bairro Pró Morar.
A Escola Coroinha Daronchi foi fundada no dia 10 de maio de 1991, contando na época com 53 alunos, de 1ª à 4ª série. Em 1993 foi ampliada com mais duas salas de aulas, para a 5ª e 6ª série, em 1994 funcionava de 1ª a 7ª série com 161 alunos e, então, foi construída a quadra esportiva e a cozinha.
No ano de 1995 passou a atender alunos desde a Educação Infantil até a 8ª série, já no ano de 2003 foi construído o Ginásio de Esportes junto à escola. A partir do ano de 1993, a escola atende na parte da manhã alunos do 5º ao 9º ano e pela parte da tarde Educação Infantil ao 4º ano. Horário de funcionamento do turno da manhã é das 7h30min às 11h30min e no turno da tarde das 13h20min às 17h20min. Na escola trabalha uma diretora, uma Coordenadora Pedagógica, uma secretária, uma bibliotecária, três funcionárias e treze professores.
Os alunos são oriundos do próprio bairro e das localidades vizinhas de Feijão Miúdo, Linha Católica, Vista Alegre, Linha Árvore Seca, Alto Diamantino, Linha Turvo, Padre Gonzales, Loteamento Paulart. A maioria dos alunos utiliza o transporte escolar para ir à escola, Atualmente a escola atende 148 alunos, sendo 84 da zona rural, 73 da zona urbana, sendo 122 o número de famílias que tem filhos que estudam nessa escola. As profissões dos pais são: pedreiro, agricultor, operador de máquinas, eletricista, motorista, leiteiro, caminhoneiro, aposentado, pintor, autônomo, vigilante, serviços gerais, servidor público, industriário. As profissões das mães são: dona de casa, agricultora, aposentada, doméstica, servente, operadora de produção, professora, auxiliar de enfermagem, secretária, faxineira, diarista e cozinheira. A renda familiar varia de um salário até 2.000 reais, sendo que, 71 famílias são atendidas pelo governo federal bolsa família.
O bairro começou com um Projeto habitacional no Sistema de Mutirão, no dia 17 de agosto de 1988, com a meta de construir 157 residências, distribuídas em dez quadras, construídas em três etapas (blocos), duas etapas com 50 casas (gêmeas) e outra etapa com 57 casas. O 1° morador foi o Sr. Ivo Küffel, que cuidava dos materiais e do controle dos que aqui trabalhavam, pois as casas quando prontas eram distribuídas conforme as horas de serviço que cada um prestava, quem tinha mais horas podia escolher o local e casa que queria, com terrenos medindo 20x 30m². O 2º morador foi o Sr. Airton Rückert, no dia 26 de julho de 1991. Já o 3° morador foi a Srª Alzira Tonkrisst, no dia 09 de janeiro de 1990. O pai de Airton Rückert foi atingido por um raio, quando ia voltando do trabalho no mutirão das construções das casas do bairro.
Havia critérios para participar do projeto: renda familiar de até dois salários mínimos, residir mais de dois anos na sede do município, apresentar atestado de boa conduta, apresentar a carteira profissional, também não podia ter mais de dois filhos, pois a casa era de 5,75m².
A vegetação do terreno era de unha de gato e criciúma e a água para beber era oriunda duma vertente, já a da construção vinha por mangueiras do posto Ipiranga, de aproximadamente 800 metros de distância, no local tinha luz elétrica.
Hoje moram no bairro 473 habitantes e, curiosamente, destes 73 são viúvas e só 3 são viúvos. A religião predominante é cerca de 70% Católica, o restante são Evangélico ou Assembleia de Deus.
No dia 03 de julho de 2011, houve a inauguração de um novo salão comunitário, então as sociedades deixaram de ocupar o ginásio de esportes da escola tendo assim sua sede própria.
No bairro temos dois bares um iniciou suas atividades no ano de 1994 e outro no ano de 2008. No Bairro Pró-Morar tem um importante ponto turístico, muito conhecido que é dos Mártires do Alto Uruguai: o Padre Manuel Gomez Gonzales e o Coroinha Daronchi.
Primeira escola
Escola atual
Quadra ao céu aberto
Construção do ginásio de esportes
Salão comunitário ocupado pela sociedade de damas e cavalheiros,
associação do bairro,conselho de saúde, festas e velórios.
Mercado São Jorge, desde 1994
Bar e Armazém da Ivete, desde 2008.
Ponto turístico, onde muitos fiéis do Padre Manuel Gomes Gonzales e do Coroinha Adílio Daronchi visitam para rezar ou cumprir promessas, sendo que todo dia 21 do mês é celebrada uma missa no local e no último domingo do mês de maio é feito a Romaria, nesse ano será realizada a 20º Romaria .
É um local com muita sombra e bem preservado, no local onde estão as cruzes, estava a árvore onde o Padre e o Coroinha foram assassinados na data de 24 de maio de 1924.
Retirando o caixão da tumba, com os restos mortais do Padre Mamoel e do Coroinha e dois moradores locais, em 1997.
Restos mortais do Padre e do Coroinha
Nascente do Lajeado São Francisco que fica perto da escola.
A vida no campo é um lugar bom de morar, calmo, sossegado, tem o barulho do rio e canto dos pássaros. O que é plantado sempre dá resultados, pois quase toda alimentação consumida pelas famílias é retirada da roça. As propriedades são tocadas com o trabalho do casal, contando com a ajuda dos filhos. Os agricultores são sócios da Cooperativa Cotricampo, de cooperativas leiteiras, participam do dia no campo, onde buscam alternativas nas áreas de produção, no sentido de construir uma proposta de agricultura que desenvolvem processos para manter uma boa qualidade de vida no meio rural.
Desnatadeira (1990)
Relógio de parede (1957)
Rádio-1995
Forno de barro usado para assar pães, cucas, batatas, carnes, etc...
Motor agrale-1976
Tufão-1967
Trilhadeira-1960
Debulhador de milho manual-58 anos
Foice usada na colheita manual de soja, para corte de pasto, etc...
Nos dias de hoje poucos agricultores fazem uso da plantadeira manual, da foice e da trilhadeira para fazer a plantação e a colheita. A grande maioria faz uso de maquinário tanto para o preparo da terra, do plantio e da colheita.
Plantação de milho
Ceifa colhendo soja
O trigo é vendido nas Cooperativas, parte é levada para Rio Grande e parte é feito troca-troca com a Cooperativa Cotricampo, semente por farinha.
Cilo em uma propriedade
Cilo particular perto da escola onde são recebidos produtos do município de Três Passos, Humaitá, Esperança do Sul, Derrubadas, Canpo Novo, Tiradentes do Sul e transferidos para o Porto do Rio Grande.
Engenho usado para moer a cana para fazer melado, puxado a tração animal
Carroça para puxar pasto e produtos colhidos pelos agricultores
Galpão de fumo
Silagem para tratar o gado
Gado sendo tratado no coxo, e...
na pastagem
A maioria dos agricultores, além do trabalho na agricultura também dedicam-se a criação de diversos animais, tanto para o consumo próprio como também para aumentar a renda familiar.
Galinheiro
Tirando leite manualmente
Leite sendo tirado com ordenha mecânica
O leite é resfriado e recolhido por caminhões apropriados e é levado para a Laticínio Santa Mônica localizada na Esquina Pedrali, em Esperança do Sul, município vizinho de Três Passos, onde é produzido queijo e o soro é ocupado para fazer iogurte.
A suinicultura foi instigada pelos administradores do município, através de um projeto que ajudava os produtores economicamente e também dava a eles especializações no ramo para atender as normas para comercialização com a empresa SEARA no município de Três Passos, e empresa ALIBEM em Santa Catarina.
Já as pequenas propriedades tem limitações, principalmente no que tange a recursos financeiros, o que os leva a busca de algo que possam agregar maiores valores em pouca área, com baixo investimento entre atividades havendo interações, uma contribuindo ou complementando a outra, tornando a propriedade diversificada e dinâmica.
Esse trabalho do museu virtual exigiu muito planejamento, conversas com pessoas da comunidade escolar e do seu entorno, nas quais obtivemos muitas informações e também tivemos contato com muitos objetos antigos, dos quais foram tiradas fotos para serem usadas no referido trabalho. Podemos afirmar que tudo isso foi de grande valia, contribuindo no desenvolvimento da nossa aprendizagem.
Assinar:
Postagens (Atom)






































